segunda-feira, 1 de março de 2010

Começando com o óbvio

Bem, para iniciar este blog, resolvi abordar uma questão de repercussão "proposital", a acusação de irregularidades eleitorais e a força da mídia como definidora dos candidatos mais ou menos culpados. Gostaria de deixar claro que procurarei me posicionar de forma mais apartidária possível, sendo que não posso me ater a uma linguagem totalmente neutra, afinal, quem é totalmente desprovido de suas convicções quando decide posicionar-se quanto a qualqur tema? Impossível.
Desta forma, tenho observado as manchetes jornalisticas dos últimos meses, percebemos que as eleições não terminam quando acabam, pois passaram a ter uma nova etapa quando da análise de processos judiciais eleitorais em que são partes os que pleitearam algum cargo político, dessa forma, vem à calhar a expressão bíblica "Quem está em pé, cuidado para que não caia".
Ocorre que as acusações, em grande maioria verdadeiras, não são repercutidas pelo Poder Judiciário, tendo no denominado 4º Poder, a mídia, um instrumento que irá determinar quais os acusados que devem ser achincalhados pela população, e aqueles que devem ser resguardados, sabe-se lá para que finalidade.
Sob tal perspectiva, venho analisando "cruamente", os casos do governador licenciado do Distrtito Federal José Roberto Arruda (ex-DEM), do Prefeito de São Paulo Gilberto Kassab (DEM) e do Ex-Governador da Paraíba, Cássio Cunha (PSDB), percebendo que estes, como figuras públicas, tiveram na mídia repercussões distintas de suas problemáticas, uma vez que Arruda fora filmado recebendo dinheiro em período eleitoral (possívelmente para campanha), Kassab acusado de ter recebido doações ilegais em sua campanha e Cássio Cunha de ter efetuado a chamada captação de sufrágio ou compra de votos.
Não entro no mérito da veracidade das acusações, afinal, pelo menos neste blog e nesta forma de mídia, a Constituição tem vez no que se refere à presunção de inocência, sendo que, no caso Cássio, o TSE já definiu pela cassação, como assim ocorreu, mas, passado o afastamento do ex-governador, pouco se falou do caso ou dos efeitos fáticos e jurídicos nos quais o mesmo resultou. Já no caso Arruda, o fato deste aparecer em filmagens, já ter chorado mentirosamente em questões passadas (caso painel), e de governar o único distrito da federação, possibilitou a formação de uma conjuntura pró-acusação, vendo que, não há dia em que novas acusações não surjam contra o governador ex-PFL, ops! DEM. É, podemos dizer que ele foi o escolhido da vez e teve direito a ganhar até nome de operação específica da Polícia Federal, mais um daqueles nomes mirabolantes.
Ocorre que, o Prefeito paulistano, Kassab, incrivelmente ocupou poucas páginas de jornais e poucos minutos televisivos e radiofônicos, sendo que os fatos a ele imputados não fogem muito às acusações de Arruda, afinal, fazer valer-se de doações eleitorais de empresas concessionárias da Prefeitura, é caminhar na contramão dos princípios eleitorais e administrativos, pois, quem assegura que concessões e benefícios ou resultados de licitações não foram assrgurados em decorrência de quotas de doações eleitoreiras?
Bem, surge mais um para o rol de acusados, onde, para alguns integrantes desse rol, uma nota no Pinga Fogo da semana basta, para outros cabe uma lembrança do Anselmo em sua coluna do Globo, enquanto isso, se o político acusado foi filmado, é bom que seja só tomando café, pois, a única nota de dinheiro que este receber, além de refletir um possível ilícito, dará causa ao descortinamento de todo aparato courruptivo que se percebe em uma simples irregularidade eleitoral, garantindo assim a capa do jornal, 10 minutos de notícia e o boa noite de pânico do Wilian Bonner, além das palavras sempre vagas e tendenciosas de Jabor.
Concluindo,
Para uns a notícia de condenação é abafada, outros são desnudados ao vivo e outros repercutem mais o efeito dos recursos por eles interpostos judicialmente do que as acusações que lhes cercam.
É, político mau é político que aparece em denúncias tevevisivas com mais de 5 minutos no Jornal Nacional.
É o que tenho para o momento,
Atenciosamente,
Caio Sousa

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