quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

QUALIDADE.... ?

O que é o que é?

Acontece trê vezes por anos, é organizado sempre de forma desorganizada, a não aprovação invalida toda sua experiência profissional e a sua formação, sem um bom resultado você é inconstitucionalmente proibido de trabalhar.... hâm?!

Fácil demais... O exame da Ordem dos Advogados do Brasil, afinal mesmo sendo favorável ao exame entendo que nos moldes como o mesmo se propõe é totalmente distanciado da intenção de diagnosticar a qualquer aspecto qualitativo da formação obtida pelo bacharel do curso de Direito.


Vejamos, de inicio obriga-se a pagar uma inscrição de R$200,00, valor este para poder fazer uma prova, logo em seguida, você se vê trancado em um prédio durante 5 horas para responder 100 questões com todas as disciplinas que foram lecionadas ou não pela instituição de ensino na qual se estudou, sendo a exigência de que nessa 1ª fase acerte-se ao menos 50 questões, no contrário, você já não serve para ser advogado.

Se o bacharel acertou o mínimo exigido, ele pode ser conciderado um vencedor, pois a média de reprovação nessa fase é de mais de 55% dos candidatos, assim, inicia-se o período de estudos para a 2ª fase, esta, dedicada ao estudo de apenas uma das áreas previamente escolhidas no momento da inscrição (Direito - Penal, Civil, Tributário, Empresarial ou do Trabalho).

A 2ª fase da OAB será a confecção de uma peça jurídica e a resposta de 5 questões subjetivas, bem... nenhum problema? Pelo contrário, esperamos que as questões venham realmente levar em consideração o conhecimento adquirido, mas não é o que acontece, apenas é considerado o que estiver no espelho de respostas e a quantidade de fundamentos jurídicos enxertados na sua resposta, afinal, se faltar a citação daquela lei minúscula de 1949 ou do Decreto-Lei oculto no Vade Mecum, bem, você perde sua pontuação e no computo geral, está fora de ser considerado advogado.

Fui umas das vítimas de tal processo concurseiro, mesmo não o sendo, vejamos um breve resumo da minha formação:

Nunca reprovei, nunca fiz uma prova final, estagiei em 4 escritórios de advogados, peticioneis para STF, STJ, TSE, TRF5, JF, TJ, fórum, juizados, apresentei representações junto ao MP, MPF, elaborei defesas perante a RFB, TCE, CGU, participei de diversas audiências, elaborei pareceres jurídicos administrativos, eleitorais e cíveis, fiz sustentações orais, apresentei minha monografia com nota máxima, fiz cursinho, comprei livros, códigos, gastei meus $reais$, fiz amigos, bem... me formei... para?..... surge o silêncio!

Segundo o primeiro exame da OAB que fiz, para advogado é que não foi, afinal, não tenho as habilidades exigidas para tanto... Ou melhor, não atendi o esperado para a prova de 5 horas, afinal, na prova de qualidade você luta contra o tempo!

Com todo o respeito ao presidente a OAB, não, não foi avaliada a qualidade, avaliou-se sim, se você se preparou para aquela prova e cronometrou o seu tempo na elaboração de uma peça... essa foi a avaliação....

Podemos ver que até um ditador estranha tamanha tortura avaliativa, assim vejamos no vídeo abaixo:


Esta postagem serve mais como uma crítica ao processo de “avaliação” proposta pela OAB para quem se forma bacharel em Direito poder exercer a única profissão que “não precisa de concurso”, será...?

Bem, é o que tenho para o momento.


Caio Sousa

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